Cidades

25/09/2020 14:42

delegado da PF que colocou quatro prefeitos na cadeia em RO tem fama durão com corruptos

Ainda jovem (41 anos, 11 deles na corporação), o delegado da Polícia Federal Flori Cordeiro de Miranda Júnior, que já tinha fama de “destruidor de esquemas de corrupção em Rondônia”, confirmou isso na manhã desta sexta-feira, 25, ao comandar ações que resultaram na prisão de quatro prefeitos no Estado. Ele lidera a DPF de Ji-Paraná, responsável por várias cidades da região central de Rondônia.
 
“Agente de campo”, lida sem embaraço com a papelada, mas gosta mesmo é de ação: vez ou outra, ele publica nas redes sociais imagens com fuzil em punho, liderando policiais em garimpos e em reservas indígenas. Aliás, é querido por várias etnias e mantém contato frequente com muitas lideranças do “povo da floresta”. Uma das fotos mais curtidas em sua página no Facebook mostra o delegado oferecendo carona a crianças Cinta Larga num helicóptero.
 
Simpático e sociável, do tipo que frequenta festas, mas costuma prender traficantes de drogas sintéticas que abastecem os eventos, Flori, esportista radical que gosta de paraquedismo, anos atrás marcou época em Vilhena, onde prendeu prefeito, Vice e quase toda a Câmara de Vereadores, mergulhados em um festival de ilegalidades.
 
Avesso a entrevistas, não fala sobre casos em andamento, mas é conhecido entre os agentes da PF sob seu comando, por dormir tarde e pular cedo da cama. Em véspera de grandes operações, nem dorme.
 
Graças ao seu desempenho no combate à criminalidade (que inclui tráfico de drogas, garimpos ilegais, exploração de madeiras e outros) em Rondônia, foi promovido e enviado para Sorocaba, no interior de São Paulo. Aguentou pouco a vida no ar condicionado e pediu para voltar às selvas amazônicas.
 
Apesar do risco de vida frequente que corre, costuma andar sozinho. Ao conversar com os mais próximos, gosta de lembrar velhas anedotas da política de sua cidade natal, Capão Bonito, em São Paulo.
 
Para azar de políticos e empresários de Rondônia que vivem metidos em esquemas que desviam milhões em recursos públicos, o delegado não dá sinais de que pretenda deixar a Amazônia.
 
 


Fonte: Folha do Sul


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