Cidades

20/09/2018 18:55

Delegado é condenado a 14 anos de prisão por matar colega de trabalho na Corregedoria em RO

Após 12 horas de julgamento, o delegado Loubivar de Castro Araújo foi condenado pelo pelo 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho a 14 anos de reclusão por matar o colega de trabalho dentro da Corregedoria da Polícia Civil em 3 de outubro de 2016. A sentença começou a ser lida pela juíza Juliana Brandão por volta das 00h desta quinta-feira (20).

Durante o julgamento os advogados do réu alegaram legítima defesa, porém o conselho de sentença reconheceu, por maioria de votos, que o acusado disparou os tiros contra a vítima por motivo torpe. A defesa informou que vai recorrer da decisão.

A sentença foi anunciada depois das 00h desta quinta-feira (20). Quatro mulheres e três homens formaram o corpo do júri, escolhido antes do início oficial do julgamento.

Durante o dia, 10 testemunhas foram ouvidas, sendo cinco de acusação e outras cinco de defesa. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), uma das testemunhas de acusação prevista não compareceu.

Uma das testemunhas afirmou que o delegado "desenvolveu um desentendimento com a vítima", após realizar mudanças no ambiente de trabalho durante na ausência de José Pereira.

Entre as falas do réu, o TJ-RO informou ao G1 que Loubivar de Castro rebateu o laudo e contestou a perícia técnica, dizendo à juíza Juliana Brandão, durante rebate das acusações, que as informações são "parcialmente verdadeiras".

Durante o testemunho dele, alegou ainda que mexeram na cena do crime. Após todos serem ouvidos, incluindo o réu, começaram os debates entre defesa e acusação.

Assassinato na Corregedoria

O homicídio aconteceu dentro da Corregedoria da Polícia Civil em 3 de outubro de 2016. Segundo a sentença de pronúncia, Loubivar alegou que foi impedido pela vítima de realizar mudanças administrativas, como delegado adjunto, no 4° Distrito Policial (4° DP) em 2015.

O delegado foi preso em flagrante e encaminhado, à Delegacia de Homicídios. Nessa época, José Pereira era o delegado titular do 4° DP, o qual disse que o denunciado deveria obedecer ao ordenamento hierárquico da instituição. A posição do titular nutriu insatisfação no réu.No dia 3 de outubro de 2016, o acusado foi resolver uma situação de atestado médico no prédio da Corregedoria da Polícia Civil, quando se deparou com José Pereira e acabou disparando dois tiros contra ele com uma pistola calibre ponto 40, causando a morte da vítima.

No dia do caso, uma funcionária que trabalhava no local e que preferiu não se identificar disse ao G1 que tudo aconteceu muito rápido.

"O suspeito subiu e de repente ouvimos os disparos. Nós ainda tentamos socorrer o delegado, mas ele acabou morrendo”, contou.

De acordo com o judiciário, embora o denunciado alegue que o fato ocorreu em legítima defesa, os indícios apontam que o réu cometeu um crime premeditado.


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