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Brasil

24/06/2017 14:07

Morta por Policial Militar, testemunhou contra ele por forjar crime na boate dela em MT, diz polícia

á três meses, Maria Auxiliadora dos Santos, de 42 anos, que foi morta na noite de quarta-feira (20) dentro de uma boate de propriedade dela, em Brasnorte, a 580 km de Cuiabá, junto com outras três pessoas, tinha testemunhado contra o policial militar Rhael Jaime Gonçalves, de 24 anos, depois dele ter supostamente forjado um crime no estabelecimento dela e detido três pessoas. Segundo a Polícia Civil, o local funcionava como casa de prostituição. Em nota, a Polícia Militar disse lamentar o fato. Na delegacia, Rhael não se manifestou. O G1 não localizou o advogado dele.

Rhael é acusado de forjar um flagrante de tráfico de drogas nessa boate e prender três pessoas, entre elas o filho da dona da boate. A Polícia Civil então encaminhou a suposta droga que tinha sido apreendida no local para a perícia analisar a substância. O laudo apontou que não se tratava de entorpecente.

O delegado então chamou a dona da boate e outras testemunhas para prestar depoimento. As testemunhas disseram que ele tinha deixado a substância no local e ameaçado as pessoas que estavam no estabelecimento. Sem a comprovação de que tratava de tráfico de drogas, os presos foram soltos.

Todo o procedimento foi encaminhado ao Comando da PM da região, o que causaria a transferência dele para outra cidade. Rhael ainda estava em período de estágio probatório.

O comandante da Polícia Militar de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, coronel Wesley Sodré, que responde para região de Brasnorte, afirmou que o Comando da PM daquela região vinha recebendo reclamações de má conduta do policial militar durante o horário de folga. Por causa disso, de acordo com o comandante, ele seria transferido. Ele só não tinha sido transferido ainda por questões administrativas.

Ela seria o alvo do policial, que foi preso nessa quinta-feira (21) junto com um amigo que o apoiou na execução do crime. Mas, além de Maria Auxiliadora, Marlene dos Santos Marques, 40 anos, que trabalhava como cozinheira no local, e os clientes, Bruno Feitosa Comin, 22, e Adilson Matias, 46, foram assassinados a tiros. 

Segundo o delegado Waner dos Santos Neves, que investiga a chacina, os outros três foram mortos porque estavam no local e tinham testemunhado o crime. Uma jovem que trabalha no estabelecimento estava em um quarto e ouviu os disparos e gritos. A polícia informou que quando chegou ao local ela estava em estado de choque.

 
Rhael Jaime Gonçalves está preso (Foto: Facebook/Reprodução)Rhael Jaime Gonçalves está preso (Foto: Facebook/Reprodução)

Rhael Jaime Gonçalves está preso (Foto: Facebook/Reprodução)

O policial foi transferido na noite dessa quinta-feira (22) da Delegacia de Brasnorte para o Comando Regional da PM de Tangará da Serra, onde ficará sob a custódia dos militares.

O amigo dele, que teria pilotado a motocicleta que eles usaram no crime, foi encaminhado para a Cadeia Pública de Juína, a 737 km de Cuiabá. A motocicleta e as armas usadas para cometer os homicídios foram apreendidas pela polícia.

 
Corpos de duas vítimas estão sendo velados na Capela Mortuária de Brasnorte (Foto: Roberto Wolfart/ TVCA)Corpos de duas vítimas estão sendo velados na Capela Mortuária de Brasnorte (Foto: Roberto Wolfart/ TVCA)

Corpos de duas vítimas estão sendo velados na Capela Mortuária de Brasnorte (Foto: Roberto Wolfart/ TVCA)

 

Os corpos de Maria Auxiliadora e de Marlene foram levados para Rondônia, onde os parentes delas moram. Já os corpos de Bruno e de Adilson Matias estão sendo velados nesta sexta-feira (23), na Capela Mortuária de Brasnorte.

A Polícia Civil informou que o policial responderá por homicídio qualificado por motivos fútil e torpe, impossibilitando a defesa das vítimas e ocultação de impunidade de outro crime. O delegado aguardará os laudos de perícia das duas armas recolhidas, uma com o PM e outra com o amigo dele.

Na delegacia, o policial disse que não iria se manifestar. Já o amigo dele confessou ter levado Rhael até o local do crime, mas negou ter participado diretamente dos assassinatos.

 

Fonte - fotos: G1


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